Tratamento da trombofilia aumenta chances de gravidez

Doença acomete cerca de 20% das mulheres e pode elevar ao menos quatro vezes o risco de acidentes trombóticos, além de comprometer a fertilidade

Obesidade, tabagismo, pressão alta, diabetes e uso de anticoncepcionais são considerados fatores de risco para a forma adquirida da trombofilia – doença relacionada à coagulação do sangue que pode ter influência na fertilidade.

Características hereditárias também podem levar à manifestação da doença, cujo sinto é a formação de coágulos em qualquer parte do corpo, verificados por meio de inchaços, dores, calor e vermelhidão.

“Os coágulos podem diminuir o fluxo sanguíneo e, consequentemente, a oxigenação dos tecidos, o que é fundamental tanto para que o embrião se fixe no útero, quanto para o seu desenvolvimento”, afirma o médico Ricardo de Oliveira, imunologista especializado em reprodução humano, diretor médico e fundador do RDO Diagnósticos Médicos.

Considerada um problema grave de saúde, a trombofilia deve ser tratada o quanto antes. Sem tratamento, as consequências podem incluir a morte da mãe e do bebê. “O acompanhamento ginecológico é uma das formas mais eficazes de prevenção. Se a mulher já apresentou abortos em gestações anteriores, assim como deslocamento da placenta, deve se submeter à exames laboratoriais para detectar o problema”, esclarece o imunologista.

Durante a gravidez, o problema costuma ser assintomático, dificultando o diagnóstico. Geralmente, as gestantes que apresentam a propensão à trombose já possuem histórico familiar.

“Os abortos espontâneos são uma consequência bastante séria e que, muitas vezes, não pode ser prevista sem exames específicos. As análises sanguíneas de rotina são insuficientes para o diagnóstico”, explica.

Possíveis anormalidades nessa rede vascular se relacionam com várias patologias. Entre elas, destacam-se as gestacionais (abortos de repetição ou recorrentes, óbito fetal, pré-eclâmpsia); as gerais, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a enxaqueca.

“Tabagismo, obesidade, uso de pílula contraceptiva e realização de cirurgias plásticas ou prolongadas são condições que favorecem a trombofilia”, enfatiza Ricardo de Oliveira.

Tratamento para trombofilia – Muito relacionada à fertilidade, a trombofilia tem um tratamento específico que pode resultar, inclusive, em maiores chances de gravidez. Além disso, previne que se forme os coágulos sanguíneos causadores da trombose.

Com o tratamento correto, a paciente reduz as chances de manifestar embolias pulmonares, problemas cerebrais e infarto.

Segundo o imunologista do RDO, aproximadamente 90% das pessoas tratadas conseguem se curar do problema. “Na maioria dos casos, são as mulheres em período gestacional que as desenvolvem. Abortos repetitivos e dificuldade em manter o embrião são os sinais mais comuns da trombofilia”, enfatiza.

Diagnóstico preciso – O diagnóstico é indicado para aborto espontâneo (dois ou mais), falha de implantação, morte fetal no segundo ou terceiro semestre, parto prematuro, alterações da placenta, retardo intrauterino, entre outros.

Para a investigação e tratamento, o RDO criou o “painel de trombofilia” – um grupo de exames voltados para análise do risco relacionado às doenças trombogênicas herdadas ou adquiridas. “Além dos exames tradicionais, estão inseridos neste painel testes pioneiros na investigação da condição. Vale destacar que os homens também estão sujeitos a desenvolver trombofilia”, finaliza.

Tratamento da trombofilia aumenta chances de gravidez

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